Atendimentos a queimados com fogos reduz 12,5% no HGE

Texto de Neide Brandão

Durante as festas juninas deste ano, os atendimentos a vítimas de queimados caíram 12,5% no Hospital Geral do Estado (HGE), quando comparado com o ano passado.  Isso porque, durante este mês, foram atendidas sete pessoas, contra oito do mesmo período de 2016.

Do total de atendimentos realizados este ano, cinco apresentaram queimaduras leves e duas sofreram ferimentos graves, permanecendo internadas no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). E a prevenção, segundo a enfermeira Verônica Costa, é a única maneira de se evitar lesões tão dolorosas como as queimaduras.

“Acidentes com fogos de artifícios podem acarretar queimaduras de grande proporção, levando a longo período de internação ou até mesmo ao óbito”, destacou a enfermeira Verônica Costa. Ele destaca que, em Alagoas, o CTQ do HGE é referência para o tratamento de queimaduras. 

Vítima 

E entre as vítimas internadas no HGE em decorrência de queimaduras está o estudante João Victor, de apenas 10 anos.  A distração de colocar os fogos de artifícios no bolso do short, acompanhados de uma caixa de fósforos, levou o estudante até ao HGE. O fato ocorreu devido a queimaduras de segundo e terceiro graus em partes de seu corpo.

“No momento do acontecido, eu estava ao telefone e ele brincava com os fogos e amigos. Só escutei os estalos das várias bombinhas estourando no corpo do meu filho. Sei que me dirigi ao local certo com ele, pois o HGE é referência em queimaduras e ele vem se recuperando muito bem, graças a Deus e aos profissionais de plantão”, comemorou a dona de casa Claudete Pereira da Silva, 40 anos, mãe do menor.

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Cuidados 

A queimadura deve ser sempre considerada uma ocorrência grave, que não está somente ligada à extensão, mas também à profundidade e ao local atingido. O cirurgião plástico Thyago Carvalho recomenda que, no momento que ocorre a queimadura, a região queimada seja colocada em água corrente.

“É necessário interromper o processo com água fria e buscar orientação profissional. Uma queimadura de terceiro grau, por exemplo, pode lesionar os tecidos nervosos, resultando na perda dos movimentos de um membro atingido”, alertou o cirurgião plástico do HGE.

O médico acrescentou que, após a limpeza e resfriamento da região atingida, deve-se cobrir com um pano limpo e seguir direto para o HGE, no caso de Maceió e cidades vizinhas, ou para a Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, no caso da vítima estar no Agreste, Sertão ou Baixo São Francisco.

“Em hipótese alguma se deve colocar qualquer produto sobre a queimadura. Caso isso aconteça, pode dificultar a avaliação e tratamento correto das lesões, além aumentar o risco de infecção”, orientou Thyago Carvalho.

Campanhas

Para prevenir, alertar e esclarecer sobre os riscos permanentes das queimaduras, o HGE promoveu, no início de junho, uma ação alusiva ao Dia Nacional da Luta contra a Queimadura. Com o tema “Queimaduras? Não no Meu Arraia!”, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforçou os riscos de queimaduras durante as festas juninas, promovendo uma campanha que abordou pedestres e motoristas em diversos pontos de Maceió.

Fonte: Agência Alagoas

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