Estudantes da rede municipal de São Miguel dos Campos expõem obras literárias

Texto de Lucas Leite

Estudantes da rede municipal de São Miguel dos Campos que participaram do projeto Primeiro Livro, expõem as obras literárias nesta segunda-feira (2), no estande da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) na 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, realizada no Centro de Exposições e Cultura Ruth Cardoso, em Jaraguá. Os estudantes também estarão presentes na Bienal na terça (3) e quarta-feira (4).

O programa foi idealizado pelo professor paulistano Luís Junqueira e teve como parceiros o Instituto Inspirare, a Prefeitura de São Miguel dos Campos e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que imprimiu a tiragem dos livros. Ao todo, a iniciativa envolveu 566 alunos e 18 professores, resultando na produção de 113 livros.

Autores

Passeando por diversos gêneros literários, como crônica, romance e ficção, os alunos contaram histórias do cotidiano e do universo fantástico. O estudante Carlos Eduardo Santos Silva, aluno do 8º ano da Escola Luzinete Lindalva Jatobá, participou do projeto e aprovou a iniciativa. Ele escreveu um conto de aventura, sobre quatro jovens que viajam pelo tempo.

(Fotos: José Demétrio)

“É a primeira vez que venho para a Bienal e estou achando lindo. Já tinha feito uma história em quadrinhos, em um projeto da escola. O engraçado é que eu não gostava de Língua Portuguesa e acabei criando uma afinidade com a disciplina. Acho o projeto muito importante, pois resgata a leitura na sala de aula”, conta o estudante.

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A ‘veterana’, de apenas 14 anos de idade, Esther Pereira Lima, participou das duas edições do projeto Primeiro Livro: a primeira entre 2015 e 2016, e a segunda, desenvolvida entre 2016 e 2017.

“Escrevi um romance que conta a história de dois casais que batalham para ficarem juntos. Já tinha participado do programa em 2015, e este ano me surpreendi com a organização, que ficou ainda melhor”, relata Esther. 

Incentivo

Para a professora de Língua Portuguesa, Maria do Ó Alves Farias, o desenvolvimento dos alunos é percebido pelas escolas que participam e das que não fazem parte do programa Primeiro Livro.

(Fotos: José Demétrio)

“O projeto é de grande importância, pois incentiva a leitura e o gosto pela escrita. Sabemos que a rede pública, apesar de ofertar um ensino de qualidade, ainda passa por várias dificuldades. Estamos expondo o resultado da segunda edição do projeto em um momento de exposição maravilhoso. As escolas que aderiram ao programa podem perceber como o resultado foi positivo. É gratificante para os alunos, pois desenvolvem a autoestima, e para os educadores, pois podem ver a melhora na leitura e na escrita”, finaliza a educadora.

Fonte: Agência Alagoas
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