ITERAL dialoga com movimentos agrários e sem teto

Texto de Helciane Angélica Santos Pereira

Lideranças dos movimentos sociais do campo e sem teto estiveram na sede do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) para solicitar a intermediação junto às demais instâncias de poder para discutir a situação das inúmeras famílias acampadas em União dos Palmares. O município localizado na zona da mata alagoana, possui potencial econômico e atrativos turísticos, porém, encontra-se com um expressivo número de acampamentos de trabalhadores rurais e ocupações.

Estiveram presentes na reunião representações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento Via do Trabalho (MVT), Movimento de Luta pela Terra (MLT) e oMovimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL); além do Prefeito de União dos Palmares Areski Freitas, a Sra Edenilsa Lima, Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e do Coronel Casado, Comandante do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar de Alagoas.

De acordo com o diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, a instituição tem demandas primordiais quanto à regularização fundiária, revisão de limites territoriais, acompanhamento dos assentamentos do crédito fundiário e na mediação de conflitos agrários, no entanto, o contato com os movimentos sociais tem se fortalecido e atraído a atenção dos sem teto.

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Devido a abertura para o diálogo e a confiança que os movimentos sociais do campo depositam no Iteral, nós tivemos a surpresa de receber nessa semana a demanda do movimento sem teto e articulamos essa reunião estratégica. Vamos nos empenhar em conjunto com a prefeitura municipal no processo de negociação para termos mais terras e conseguirmos assentar as famílias camponesas”, destacou Jaime Silva.

O prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas, afirmou que a administração municipal não possui recursos para desapropriar as áreas ocupadas, mas vai trabalhar em articulação com o governo estadual na busca por recursos federais no Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) para fazer a negociação com os proprietários dos imóveis rurais. “Conseguimos dar o primeiro passo na tentativa de resolver a situação dessas pessoas que estão sem casa no município. Mas, com o esforço conjunto, vamos discutir a forma de como esse terreno possa ser desapropriado e depois ser destinado a construção das casas com toda a estrutura de um bairro, com saneamento, calçamento, água e iluminação e para isso precisamos ter um recurso muito maior”.

Fonte: Agência Alagoas

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