Mercado de consumo e produção de cinema são discutidos no Circuito Penedo de Cinema

Texto de Thyeres Medeiros

O mercado e audiovisual brasileiro. Esse foi o tema abordado pelo professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Elder Maia na mesa-redonda que participou nesta quinta-feira (9) durante o Circuito Penedo de Cinema. Mediada pelo cineasta Ninho Morais, a conversa reuniu estudantes e cineastas de todo o Brasil na Casa de Aposentadoria para analisar e discutir a situação atual do audiovisual brasileiro.

Antes de abrir o espaço para perguntas, Maia fez uma apresentação sobre as pesquisas que desenvolve, explicando como funciona a cadeia produtiva do cinema brasileiro. Em sua apresentação, ele falou ainda sobre as políticas públicas de incentivo de instituições como a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Ao comparar os cenários de produção e consumo de estados do sudeste com Alagoas, Maia destacou as diferenças sociais e econômicas da região. “É comum encontrar no Rio [de Janeiro] e São Paulo as ‘elites culturais’, as pessoas que têm uma bagagem cultural não só para produzir, mas também para consumir o conteúdo. Eles fazem essa economia girar e mantém vivos os cinemas de rua. Em Alagoas, não temos essa realidade”, disse.

Ainda de acordo com o professor, é necessário que haja interesse de diversos setores da sociedade para que o mercado de produção e consumo do audiovisual se desenvolva. “Além do investimento de diversos setores, a sociedade precisa estar mais bem preparada para receber esse tipo de conteúdo. No mercado alagoano, pode ser que haja uma mudança em médio ou longo prazo se mudarmos a educação e acesso à cultura, além de melhorias econômicas dessas pessoas”, destacou o professor.

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O Circuito Penedo de Cinema é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Prefeitura de Penedo e Serviço Social da Indústria (Sesi), além do apoio de instituições públicas e privadas.

Fonte: Agência Alagoas

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