Reeducandas lêem cada vez mais nos presídios alagoanos

Texto de Maysa Cavalcante

Desde maio deste ano, as reeducandas do Presídio Feminino Santa Luzia ganharam a oportunidade de trilhar um novo caminho através da educação. Graças ao trabalho integrado das secretarias da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e da Educação (Seduc) foi implantado de forma inédita o projeto Lêberdade na unidade prisional. Ação possibilita a remição da pena por meio da leitura.

No Lêberdade as internas fazem a leitura de obras literárias e elaboraram resenhas críticas que serão avaliadas por uma equipe multidisciplinar. Na primeira etapa do projeto, 36 custodiadas realizaram a leitura e fizeram o texto. Hoje, no quinto ciclo, cinco meses depois, 51 internas estão participando das ações, o que representa um crescimento superior a 70% na adesão.

Para que o conhecimento seja expandido e o Lêberdade contemple outras unidades, além do Presídio Santa Luzia, é importante que a sociedade, sobretudo, a comunidade acadêmica, participe das iniciativas doando obras literárias. A iniciativa propõe a remição da pena através da leitura, levando em conta os diferentes níveis de escolaridade das internas.

As custodiadas podem ler um livro por mês e apresentar um relatório da obra lida, caso tenham o Ensino Fundamental, ou uma resenha crítica, para aquelas que concluíram o Ensino Médio ou Superior. A cada relatório ou resenha crítica aceita são remidos quatro dias na pena. Aqueles que conseguirem ler um livro por mês poderão diminuir até 48 dias da pena por ano.

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Com o êxito alcançado, a previsão é que os reeducandos do Presídio do Agreste sejam os próximos contemplados com o projeto que vem mudando a vida dos custodiados através da leitura. Vale lembrar que deve para ser inserido no projeto é necessário que o apenado tenha sido condenado (a). São realizadas oficinas semanais para qualificar os apenados na leitura e produção.

Doações

Nesta semana, a equipe de operacionalização do projeto Lêberdade doou 120 livros infantis para Seris. As obras serão entregues para as crianças que visitam familiares na unidade.  A supervisora de Educação da Seris, Genizete Tavares, fala sobre a iniciativa que estimula o acesso ao conhecimento. “A leitura transforma o pensamento, apresenta outras realidades e nos faz viajar”, afirma.

Neste ano, a Seris já recebeu cerca de 1.900 obras advindas de doação. Como nem todos os livros puderam ser utilizados no projeto, as obras excedentes foram distribuídas nas bibliotecas dos Presídios Cyridião Durval, Agreste e Núcleo Ressocializador da Capital.

Aqueles que desejam conhecer os projetos educativos e/ou realizar doações de livros para o sistema prisional devem entrar em contato com a Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris através do telefone: (82) 3315-1090.

Fonte: Agência Alagoas

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