Seris aplica política permanente de geração conhecimento acadêmico

Texto de Mayara Wasty

Agregar conteúdo a formação dos universitários tem sido uma missão da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) que, por meio de visitas guiadas ao sistema prisional, proporciona a vivência da prática profissional a graduandos de diversas instituições e cursos superiores.

Pela terceira vez neste ano, acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) visitaram o complexo penitenciário e conheceram de perto a rotina dos profissionais de saúde.

Para a coordenadora das enfermeiras da Seris, Polyana Teixeira, essa experiência soma na vida acadêmica. “Na minha formação, não tive a oportunidade de conhecer o sistema prisional. Na verdade é um processo inovador, algo novo que vem despertando o interesse da comunidade acadêmica”, disse.

Sobre o impacto na formação, a coordenadora destaca. “É importante para o processo de formação acadêmica, pois o aluno começa a conhecer que existe um trabalho direcionado para a saúde realizado com muita responsabilidade, ética e zelo”, completou.

Aline Carvalho, professora do curso de Enfermagem da Uncisal, explica que, com a visita, busca apresentar aos estudantes os ambientes terapêuticos de atuação. “Os alunos estão conhecendo instituições que ofertam serviços de saúde, como parte da proposta de ensino da disciplina. Essa ação tem uma receptividade muito boa por parte dos alunos. A gente vê que há uma quebra de paradigma e que, ao observar como o sistema de saúde funciona no sistema penitenciário, perde-se um pouco do medo do serviço de saúde neste ambiente”, afirmou.

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Tales Gomes, estudante do quarto período de enfermagem da Uncisal, acredita que conhecer a prática possibilita novos aprendizados. “Muitas pessoas passam a imagem contrária do que a gente vê aqui. A visita foi bastante produtiva, pois vimos uma realidade diferente do que estamos acostumados lá fora, e dessa forma, podemos desenvolver uma visão mais crítica referente a nossa profissão. Além disso, dá para fazer uma conexão com o que vemos em sala de aula e com o que estamos vendo aqui, principalmente a questão da humanização”, finalizou.

Fonte: Agência Alagoas

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