Seris expande parcerias e promove reintegração social por meio do trabalho

Texto de Maysa Cavalcante

A formação de convênios para a reinserção de reeducandos no mercado de trabalho tem sido uma ação constante da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). Nesta segunda-feira (20), a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) tornou-se a mais nova parceira desse projeto. Com a assinatura do Acordo de Cooperação, oito custodiados dos regimes semiaberto e aberto passarão a trabalhar no órgão estadual.

Inicialmente, os custodiados que chegarão na Seades trabalharão nas funções de motorista e auxiliar de serviços gerais. Pelo trabalho realizado, além da remição da pena, os reeducandos também receberão um salário mínimo, acrescido do pagamento do transporte. A ação da Seris através do setor de Reintegração Social representa o primeiro acordo celebrado neste ano. Com a adesão da Seades, o número de parceiros da Seris subiu para 29.

Em 2016, alguns custodiados cedidos pela Seris já haviam trabalhado na Assistência Social. Essa experiência foi fundamental para a Seades firmar o convênio. Nesse período, a responsabilidade e produtividade dos reeducandos foi bastante elogiada pelos servidores da pasta. O secretário da Ressocialização e Inclusão Social, Marcos Sérgio de Freitas, afirma que o Governo do Estado se preocupa com a dignidade dos apenados.

Veja também  Seprev lança campanha educativa para combater o jogo Baleia Azul

“Já observamos que a educação, o trabalho e o tratamento digno dos custodiados são os principais vetores da ressocialização. É importante garantir oportunidades de emprego e renda para que o reeducando possa prover o sustento da sua família. O trabalho afasta o custodiado da ociosidade, evita sua volta à criminalidade e ainda é capaz de reintegrá-lo ao âmbito social”, explica o secretário de Ressocialização.

O secretário da Assistência e Desenvolvimento Social, Fernando Pereira, ressalta o papel do Estado para resgatar a cidadania dos reeducandos. “Temos a responsabilidade de dar a essas pessoas a oportunidade de reintegração ao convívio social. São pessoas dispostas e dedicadas ao trabalho, que têm muito a contribuir com o desenvolvimento de Alagoas”, afirma Pereira.

Mudança de vida

O projeto da Reintegração Social visa a inclusão social do reeducando que saiu do regime fechado e precisa da oportunidade de trabalho para recomeçar sua vida. O índice de reincidência criminal daqueles que foram empregados em Alagoas é de 2% ao ano. Atualmente, 607 reeducandos inseridos nos convênios da Seris estão empregados. Proporcionalmente, Alagoas é o Estado que mais emprega custodiados e tem o menor índice de reincidência criminal.

Fonte: Agência Alagoas

Compartilhe: