Sesau apoia campanha para cirurgias de fissura labiopalatina

Texto de Thallysson Alves

A dona de casa Ana Paula Correia, de 27 anos, pode respirar aliviada. Desde o nascimento de seu filho, há cinco anos, ela peregrina no município de Branquinha, distante 60 km de Maceió, à procura de intervenção que corrija uma malformação na face, conhecida como lábio leporino. Mas graças a III Campanha Nacional de Fissura Labiopalatina, que acontece até esta sexta-feira (6), no Hospital do Açúcar, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o pequeno Alex Correia e mais 14 alagoanos serão submetidos à cirurgia corretiva. “Agora já imaginamos novos planos e estamos muito felizes”, alegrou-se a mãe.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, a cada 650 crianças nascidas, uma apresenta o problema. Em Alagoas, somente em 2016, pelo menos 74 crianças nasceram com a deficiência, que, segundo o cirurgião plástico Lourival Cesar de Oliveira, não tem um fator de risco que indique a causa da malformação.

“Existem hipóteses, mas nenhuma com um argumento plausível que nos dê uma definição. Percebe-se maior frequência nas camadas sociais mais pobres, mas ainda não podemos concluir o motivo. Entretanto, quando o problema é descoberto, é indicada imediatamente a cirurgia para correção, de preferência até o terceiro mês de nascido. Quanto mais rápida a intervenção acontecer, maior benefício à saúde e ao desenvolvimento da criança”, explicou o médico.

Sabendo disso, a gerente de ações estratégicas da Sesau, Vera Mitomari, explica que continuamente tem buscado descobrir as demandas existentes nos municípios, visando organizar o fluxo assistencial e viabilizar a realização das cirurgias. “No mínimo oito intervenções cirúrgicas realizamos por mês em Alagoas. E também articulamos o pós-operatório, pois é de grande relevância na recuperação o retorno ao médico, visando novas avaliações e o tratamento com a fonoaudióloga”, pontuou.

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De acordo com o cirurgião Lourival Cesar de Oliveira, se a cirurgia do pequeno Alex Correia fosse custeada pelos pais, a mesma exigiria um desembolso de aproximadamente R$ 15 mil em Alagoas. Entretanto, através do convênio firmado com a Sesau, o Hospital do Açúcar tem realizado as intervenções através do Sistema Único de Saúde (SUS), tornando a correção mais acessível aos alagoanos.

“Estamos em contato com os Hospitais do Açúcar e Santa Casa de Maceió, para que as cirurgias sejam rotineiras e, assim, possamos diminuir a fila de espera. Especificamente para esta campanha, idealizada pela organização sem fins lucrativos Smile Train, com parceria da Sociedade Alagoana de Cirurgia Plástica, estamos dando todo o apoio necessário e nos planejando para que não fiquemos presos aos mutirões”, adiantou o superintendente de atenção à saúde, José Medeiros.

Ainda de acordo com o superintendente, as maternidades já estão orientadas a encaminhar os casos que surjam aos hospitais referenciados, como Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, que também realiza estudos genéticos de pesquisa sobre a malformação.

Fonte: Agência Alagoas

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