Universitários planejam documentário sobre saúde no sistema prisional

Texto de Maysa Cavalcante

Aproximar a comunidade acadêmica das ações ressocializadoras é uma das metas da Secretaria de Estada de Ressocialização e Inclusão Social (Seris). Esta semana, alunos do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) estiveram no Complexo Penitenciário para iniciar o planejamento de um documentário sobre a assistência a saúde prestada nas unidades prisionais.

Os alunos visitaram a Casa de Custódia da Capital (CCC), onde é realizado o procedimento de porta de entrada dos reeducandos, através da triagem e  testes rápidos; o Centro Psiquiátrico Judiciário (CPJ), Núcleo Ressocializador da Capital (NRC), Penitenciária de Segurança Máxima (PESM), Presídio Masculino Baldomero Cavalcanti de Oliveira (PMBCO) e Presídio Feminino Santa Luzia (PFSL).

A coordenadora de Enfermagem da Seris, Polyanna Teixeira, explica que o objetivo do trabalho é mostrar visualmente como é feito o atendimento de saúde nos presídios, disseminando as boas práticas desenvolvidas. “Queremos aproximar a comunidade acadêmica do sistema, sem omitir as dificuldades que superamos e mostrando o tratamento digno e ressocializador que é dado aos custodiados”, comentou.

“Ao somar o conhecimento prático ao teórico, formamos multiplicadores que quebrar alguns mitos que ainda existem em torno do sistema”, destacou Teixeira. A enfermeira ressalta ainda que em agosto deste ano os profissionais de saúde da Seris receberam uma Certificação de Excelência expedida pelo Ministério da Saúde, em reconhecimento pelas iniciativas para detectar infecções sexualmente transmissíveis.

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A universitária Marcela Fernandes, aluna do 6º período de Enfermagem da Uncisal, afirmou que a visita contribuiu com a mudança da visão profissional sobre o sistema prisional. “Não imaginava que era ofertado esse atendimento diferenciado no âmbito da saúde. Muita gente acredita que dentro do presídio há um descontrole de patologias como sífilis, HIV e meningite, mas, na verdade, a realidade é muito diferente”.

“Além do controle, também são realizados trabalhos preventivos com foco na saúde mental. Com a visita, percebemos que há um leque de iniciativas que podem servir como base de pesquisa para a realização de trabalhos. Será esclarecedor mostrar para a comunidade acadêmica e para a sociedade a realidade do Complexo Penitenciário”, concluiu a acadêmica de Enfermagem.

Fonte: Agência Alagoas

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