Cooperação ampliará vacinação de crianças e adolescentes

Escolas de todo o País vão atuar com as equipes de atenção básica de saúde para a atualização da caderneta dos estudantes. A parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação possibilitará ampliar a vacinação em crianças e adolescentes.

Para isso, será renovada a portaria do Programa Saúde na Escola, que prevê ações voltadas à prevenção e promoção da saúde nas salas de aula.

A ação será fundamental para a adesão de adolescentes na campanha de vacinação contra HPV e Meningite C, que será divulgada a partir do próximo domingo (19). Uma das propostas é que os estudantes apresentem, já na matrícula, a caderneta com registro de vacinas e as escolas comuniquem, ao sistema de saúde, sobre as doses prioritárias para os seus alunos.

“Estamos aqui somando esforços para ampliar a cobertura vacinal. O importante é que o sistema de saúde saberá, informado pela escola, quais as vacinas que faltam naquele conjunto de crianças matriculadas e poderá, em um determinado dia combinado com a escola, regularizar a caderneta vacinal desses alunos”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O ministro lembrou que os adolescentes não têm o costume de procurar o sistema de saúde, portanto, a parceria nas escolas pretende alavancar a cobertura de vacinas, como a de HPV, assim como acontece em outros países com essa mesma experiência. Atualmente, quase metade dos municípios brasileiros estão com baixa cobertura vacinal contra o HPV. São 5,5 milhões de meninas de 9 a 14 anos com o esquema vacinal incompleto no País.

O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva, ressaltou que o mais importante é garantir que todos os estudantes sejam vacinados. “Todos os indicadores demonstram que, se nós conseguirmos mobilizar a rede educacional, as taxas da cobertura vacinal das crianças são ampliadas. A campanha também vai continuar nos postos de saúde. Mas, com a participação das escolas, teremos um êxito importante”, destacou.

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HPV e Meningite C

O Ministério da Saúde considera de fundamental importância participação das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e, consequentemente, atingir o objetivo de redução futura do câncer de colo de útero, terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e a quarta causa de óbito por câncer no País.

O Ministério da Saúde fornecerá às escolas material informativo sobre as doenças. A ideia é estimular os professores a conversarem com os alunos e familiares sobre o tema. Serão enviadas cartas para professores, alunos e familiares reforçando sobre a importância da vacinação e sobre as consequências do HPV e da Meningite C como problemas de saúde pública.

Neste ano, o Ministério da Saúde incluiu os meninos de 12 a 13 anos na rotina da vacinação contra o HPV. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos de 9 anos até 13 anos.

A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/Aids, que também passarão a receber as doses.

Desde a incorporação da vacina HPV no Calendário Nacional de Vacinação, 5,8 milhões de meninas procuraram o Sistema Único de Saúde (SUS) para completar o esquema vacinal do HPV com a segunda dose, totalizando 55% das brasileiras nesta faixa etária.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Portal Saúde

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