Mãos que fazem arte: as esculturas em miniatura do Mercado do Artesanato

Amor, cuidado e esmero são as habilidades mínimas do artesão, que sempre tem um trabalho diferenciado na produção de suas peças. O escultor Arlindo Monteiro, que há 40 anos faz arte em palitos de fósforo, esculturas em troncos de coqueiro e madeiras em geral, é um bom exemplo de profissional dedicado ao artesanato.

As peças diferenciadas feitas pelas mãos cuidadosas do artesão já rodaram o Brasil e são bem vistas pelos turistas internacionais que visitam o Mercado do Artesanato, localizado no bairro da Levada, e administrado pela Secretaria Municipal de Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes).

O trabalho com miniaturas em palito de fósforo começou há 30 anos, depois de um sonho com Cristo entalhado. No começo, gastou dez caixas de palito para uma só peça. Hoje, ele tem milhares de peças feitas e um projeto de fazer 21 mil peças em miniatura, resgatando a história e a cultura brasileiras. “Eu fiz cinco cenários do projeto, mas um colecionador da França veio e comprou uma das peças da cultura popular. Já recebi também turistas italianos que queriam levar tudo e não sabiam o que escolher. Eu fico muito feliz com isso. As peças são como se fossem filhos meus”, conta o artesão.

Veja também  Escavações arqueológicas iniciam primeira fase de obras de requalificação do Largo da Matriz

alindo-1

Na loja do Arlindo, os clientes podem encontrar esculturas em barro, madeira, palito de fósforo e imagens de santos. O objetivo do artesão é sempre fazer peças únicas e diferenciadas, verdadeiras obras de arte, seja em miniatura quanto peças maiores. “Para mim, o mais interessante é alguém vir ao Mercado do Artesanato e encontrar a solução do problema dele. Não me preocupo com quantidade, mas com qualidade”, afirma Arlindo.

arlindo-2

Abertura de novela

Em 2004, todo o País conheceu o trabalho de Arlindo Monteiro, depois de fazer a abertura da novela “Da cor do pecado”, após 5 anos do encontro que teve com o designer Hans Donner na orla de Maceió. No dia 19 de março, Dia do Artesão, Arlindo diz ter muito o que comemorar e a agradecer. “Sabe as coisas que acontecem na hora certa? Eu sou um cara privilegiado. Quando você tem bom coração, Deus ajuda. Acho que tudo na vida é a lei do retorno. Eu gosto do que faço e meu trabalho, a cada dia que passa, eu procuro melhorar mais. A grande vantagem do meu trabalho é que eu faço o que eu gosto”, informa o artesão.

Tatiane Gomes (estagiária)/Ascom Semtabes

Compartilhe: