Audiência avalia condições da Casa de Passagem Feminina

A Casa de Passagem Feminina Luzinete Soares de Almeida – unidade de acolhimento Institucional da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), que recebe meninas vítimas de violação de direitos – foi o foco, na última sexta-feira (11), de mais uma audiência concentrada sobre reavaliação de medidas de acolhimento institucional ou familiar.

A audiência foi conduzida pela juíza da 28ª Vara Cível de Maceió (Infância e da Adolescência), Fátima Pirauá, com a atuação do promotor de Justiça, Ubirajara Ramos, e da defensora pública Manuela Carvalho.  Durante o dia, nove meninas tiveram a oportunidade de conversar com os representantes do Juizado da Criança e do Adolescente e compartilhar sobre suas rotinas, necessidades e desejos para o futuro.

Segundo a coordenadora da Casa de Passagem Feminina, Christiane de Medeiros, devido à quantidade de meninas acolhidas no abrigo, a ação teve que ser dividida em dois dias. A próxima audiência acontecerá nesta terça-feira (15).  “A audiência é o momento em que elas são ouvidas e onde muitas decisões sobre a vida delas são tomadas. Por mais que essas meninas estejam bem acolhidas no abrigo, nós precisamos avaliar se existem condições de voltarem para suas famílias. É isso que estamos fazendo aqui”, disse a coordenadora.

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A acolhida Letícia Souza (nome fictício para proteger a integridade da jovem), de 17 anos, compartilhou que o dia em que acontece a audiência concentrada é sempre legal por receber o Juizado na própria Casa de Passagem e também por saber que a equipe vai ajudá-la com o que for possível. “Eu fico ansiosa, mas também muito feliz. Tenho muita vontade de rever alguns familiares e sei que a juíza e a equipe toda vão fazer o possível e achar as melhores opções para mim”, disse Letícia.

A Unidade de Acolhimento Institucional Luzinete Soares de Almeida abriga meninas em situação de risco pessoal ou social, na faixa etária de 7 a 17 anos. O acesso ao Acolhimento se dá apenas por determinação do Poder Judiciário e por requisição do Conselho Tutelar.

Amanda Falcão (estagiária) / Ascom Semas

Foto: Ascom Semas

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