Centro de Gerenciamento de Crises comemora 20 anos de atuação

Texto de Wanessa Neves

O Centro de Gerenciamento de Crises, Direitos Humanos e Polícia Comunitária (CGCDHPC) da Polícia Militar de Alagoas realizou, na tarde dessa quarta-feira (24), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, uma solenidade em comemoração ao 20º aniversário do órgão pacificador.

Após a abertura do evento, presidido pelo secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Lima Júnior, que dividiu a mesa de honra com o comandante-geral da PM, coronel Marcos Sampaio, e demais autoridades convidadas, o anfitrião da solenidade, tenente-coronel Antônio Casado, apresentou aos presentes um vídeo comemorativo com fatos e momentos marcantes da Unidade ao longo dos anos de atuação.

Dentre os fatos narrados na exibição, constava o recebimento do ‘Prêmio Nacional de Direitos Humanos’, no ano de 2003, reconhecido ao CGCDHPC, na época sob o comando do coronel Adilson, pelos trabalhos desenvolvidos, principalmente, no campo dos movimentos sociais. A PMAL recebeu das mãos do então vice-presidente da República, José Alencar, o histórico prêmio concedido pela 1ª vez a uma instituição militar do país, em solenidade realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Antônio Casado ressaltou que sem o empenho de seus integrantes jamais teriam alcançado os feitos no gerenciamento das crises, que tornou possível as vitórias ao longo das batalhas, bem como a comemoração da data.

“Certamente o CGCDHPC é uma evolução no que diz respeito à cidadania. Agradeço a cada membro dessa família, da ativa e reserva, pelo comprometimento com o diálogo, a paciência de esperar o momento certo para intervir, procurando sempre conduzir as partes em direção à solução do conflito sem o uso da força, e a dedicação nas diversas missões desempenhadas e concluídas ao longo desses 20 anos de serviços prestados a sociedade alagoana”, exaltou o tenente-coronel.

O evento também foi abrilhantando por uma palestra proferida pelo coronel da Reserva Remunerada da PM do Distrito Federal, Erich Meier, atual responsável técnico do Programa para Forças Policiais da Delegação Regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), sobre o ‘CICV e as atividades com as forças policiais e de segurança’. O oficial frequentou o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) em Alagoas, na APMSAM.

Em seu discurso, o comandante-geral da PM, enalteceu que trabalhar na Unidade Especializada, para ele, foi uma das experiências que mais enriqueceu seu currículo dentro da corporação.

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“A PM precisava de um núcleo que tivesse uma visão humanitária das políticas públicas. Quem não tinha poder de voz passou a ser ouvido e indiferentemente a isto são incontáveis as vidas salvas nos muitos casos em que a PM intermediou sem o uso da força, através da negociação precisa com as partes envolvidas. Fico feliz em ter feito parte desse processo e ter preservado, nas muitas missões designadas, o bem maior que é a vida”, afirmou Marcos Sampaio.

O secretário da SSP acrescentou que a comemoração da data só está sendo realizada porque cada membro acreditou e trabalhou no projeto desde o passado. “Ninguém chega a completar 20 anos em um projeto de Segurança Pública se não houvesse por trás pessoas engajadas e comprometidas que acreditaram aonde iam alcançar”, frisou Lima Júnior.

Houve ainda entrega de placas de homenagem a diversas autoridades e personagens marcantes e dignificantes na construção do processo de paz em Alagoas, parceiros do CGCDHPC ao longo dos seus 20 anos.

Sobre o CGCDHPC

Em abril de 1997, através de uma Portaria, nascia uma das mais atuantes unidades da PM, ainda com o nome de Comissão Central de Direitos Humanos que cresceu em importância e incrementou de vez uma nova filosofia à centenária corporação: a de uma polícia cidadã. A Unidade surgiu em meio aos conflitos causados pelas ocupações rurais dos movimentos sociais da época.

Além das resoluções de conflitos agrários em todo o Estado, o CGCDHPC também levantou a bandeira do policiamento comunitário em bairros de Maceió onde eram registrados os principais índices de violência. O projeto pioneiro foi no conjunto Selma Bandeira, complexo do Benedito Bentes. E logo no primeiro ano de implantação do projeto-piloto do que é hoje uma Base Comunitária de Segurança, em 2009, o número de homicídios teve uma redução de 75%.

Já o Núcleo de Direitos Humanos do Centro desenvolve um trabalho de atendimento a policias militares que se envolvem em ocorrências de alta complexidade, com o objetivo de evitar o estresse pós-traumático.

Fonte: Agência Alagoas

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