Chuva forte e ventania favorecem queda de árvores em Maceió

Com o aumento do volume das chuvas em Maceió, a queda de árvores é um dos casos mais registrados, desde o último domingo (21), pela Secretaria Adjunta Especial de Defesa Civil, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds).

De acordo com o registro dos últimos seis dias, 27 plantas foram tombadas, a maioria plantada desordenadamente em áreas de risco e encostas. A ocorrência é explicada pela intensidade das precipitações pluviométricas, as rajadas de vento e o solo encharcado devido aos dias seguidos de chuva, o que deixa as árvores vulneráveis.

Engenheiro agrônomo do Município, Valdir Martiniano é coordenador do Núcleo de Monitoramento Arbóreo de Maceió (Numa), setor da Semds. Ele explica que, além dos fatores naturais decorrentes do período chuvoso, há também fatores de risco, como o local onde a árvore foi plantada, a idade da planta e a questão sanitária, como pragas e doenças no caule e no solo. O profissional ressalta que, para evitar a queda, o Numa realizou nos últimos oito meses um trabalho preventivo que abrangeu as grandes avenidas da cidade, a exemplo da Fernandes Lima, Durval de Góes Monteiro, Doutor Antônio Gouveia, Siqueira Campos e Dom Antônio Brandão.

Após a avaliação técnica, nestes e em outros pontos, o Numa identificou preventivamente árvores com risco eminente de queda por conta dos fatores naturais e sanitários, sendo necessária a supressão de aproximadamente 300 plantas. Deste total, a metade foi proveniente da extensão das avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, entre o bairro Forene e a Praça do Centenário, no Farol.

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Valdir Martiniano reforça que, na última semana, o número de ocorrências tem influência direta com o volume de chuva, além do plantio desordenado em áreas de risco, como grotas e encostas, onde as árvores são colocadas sem a devida orientação do Numa. Entre janeiro e o último dia 20 de maio, quando as precipitações pluviométricas permaneciam em níveis normais, foram registradas quatro quedas. Já de domingo até essa sexta-feira, foram 27 quedas, número quase sete vezes maior do que o registrado durante cinco meses.

“A chuva forte e o vento são fatores de risco e podem ocasionar o tombamento. Outro ponto que deve ser observado é o fato de que, na maior parte dessas ocorrências, as árvores que caíram foram em áreas de risco e de difícil acesso. As árvores que hoje são plantadas na parte urbana devem seguir critérios e o plantio deve ser feito de forma orientada. Precisamos da colaboração da população neste sentido, bem como pedimos que seja comunicada a suspeita não somente quando a árvore está para cair, mas sobretudo no período em que não está chovendo para que possamos agir preventivamente. O trabalho é contínuo, realizado durante todo o ano, mas também precisamos da colaboração do cidadão”, disse o engenheiro agrônomo.

A Defesa Civil orienta que, em caso de qualquer ameaça ou até suspeita por uma avaliação leiga tecnicamente, a população deve acionar o órgão por meio dos números 0800 030 6205 ou 3315-1437.

Lucas Alcântara/ Ascom Semds

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