Crianças de Cras aprendem a denunciar abuso e exploração sexual

O Dia Nacional de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes é celebrado em todo o Brasil em 18 de maio. Os equipamentos sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), a exemplo do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Bela Vista, em parceria com o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) Jatiúca, realizaram nesta quarta-feira (17) uma oficina com as crianças do grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos sobre o combate a esses dois tipos de crimes.

A oficina consistiu na apresentação desses tipos de violência sexual às crianças atendidas. De forma lúdica, as psicólogas do Creas Jatiúca, Nilva Matos e Rosineide Cardoso, e a educadora social, Daysa Rocha, utilizaram o símbolo da campanha, uma flor, para ensinar os meninos e meninas a denunciar os dois crimes.

Flor e teatro

Numa roda, as crianças ajudaram as educadoras a montar a flor. O caule representou o abuso sexual, as duas folhas representaram a educação e o Conselho Tutelar. As nove pétalas representaram o afeto, a autoestima, a proteção, as regras, o apoio, os limites, o diálogo, o respeito e o Disque 100, uma importante ferramenta de denúncia por telefone dos casos de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes.

“A ideia de fazer a oficina em parceria com o Creas Jatiúca surgiu numa reunião. A unidade faz parte do território de abrangência do Cras Bela Vista. Os profissionais dos Creas são responsáveis pelo acompanhamento das vítimas e de suas famílias quando da ocorrência de casos de abuso e exploração sexual”, diz a pedagoga do Serviço de Convivência do Cras Bela Vista, Edilene Veloso.

A coordenadora do Cras Bela Vista, Paula Chaves Lucas, explica que o equipamento social da Semas trabalhou o combate à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes também na Escola Municipal Paulo Freire, com crianças que estudam do 1° ao 5° ano do ensino fundamental. A escola fica no bairro São Jorge.

“O professor de teatro Abimael Melo apresentou um espetáculo teatral sobre o tema numa forma de mostrar o problema desses tipos de violações e também fazer com que as crianças possam denunciar os casos de exploração e abuso sexual”, diz Paula.

Outras ações

Na Praça do Conjunto Carminha, no Benedito Bentes, profissionais do Creas Benedito Bentes, em parceria com a Casa da Cidadania, a Unidade de Saúde Dídimo Otto, Conselhos Tutelares e escolas do bairro se engajaram para combater a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes na comunidade. Foi montada uma tenda onde as crianças e os educadores se reuniram para assistir ao teatro de bonecos. A peça orientou o público sobre o tema, com enfoque nas denúncias dos casos de violações ao Disque 100.

No Cepa, o Cras Pitanguinha em parceria com o Conselho Tutelar da Região III e outras entidades iniciou a programação de combate à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes com os estudantes das escolas Vitorino da Rocha, Maria José Loureiro, Titara, Princesa Isabel, Laura Dantas e Afrânio Lages. Os alunos participaram de palestras que orientaram sobre os dois tipos de violência sexual e as formas de denunciar os crimes.

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Violência sexual

O Estatuto da Criança e do Adolescente caracteriza a exploração sexual como um tipo de violência que possui fins comerciais, tendo como intermédio um aliciador, ou seja, aquela pessoa que lucra com a venda do sexo com meninos e meninas. O abuso sexual não envolve a relação comercial e é praticado por adultos que são próximos da criança e do adolescente, como parentes, padrasto e madrasta.

Além do Disque 100, os 10 Conselhos Tutelares de Maceió, O Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente podem receber denúncias de exploração e abuso sexual contra meninos e meninas. Veja no fim da matéria a relação com os respectivos endereços e telefones dos Conselhos Tutelares da Capital.

Cícero Rogério/Ascom Semas

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