Defesa Civil divulga balanço de ocorrências e volume de chuva

A Secretaria Adjunta Especial de Defesa Civil tem acompanhado e monitorado, desde o último domingo (21), todas as ocorrências decorrentes da chuva registrada na última semana. Segundo o órgão, que é vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds), foram recebidos 204 chamados até às 12 horas desta sexta-feira (26). A Defesa informou que o volume de chuva registrado em maio é o maior desde 2010, período em que a média de 382,2 milímetros de chuva não era ultrapassada.

O balanço da Defesa Civil mostra também que, entre domingo (21) e esta sexta-feira (26), foram registrados 46 deslizamentos de barreiras, 12 desabamentos de imóveis, 27 quedas de árvores, 16 pontos de inundação, 59 árvores monitoradas por ameaça de queda, 15 barreiras com ameaça de deslizamento e 29 casas com ameaça de deslizamento.

Pluviometria

Para este mês, o volume de chuva esperado era de 382,2 milímetros, uma média histórica que leva em consideração um período de 30 anos. No entanto, desde 2010 este número não era superado. De acordo com os registros dos pluviômetros espalhados por Maceió, em maio de 2017 já choveu 414,6 mm, quantitativo 8% maior que o previsto. Até o último sábado (20), a média pluviométrica estava em 123,53 mm. Somente nos últimos seis dias, foi registrada uma média de 252,6 mm, maior do que a quantidade registrada dos 20 primeiros dias do mês.

Confira os números dos últimos anos:

2010 158,3 mm
2011 358,6 mm
2012 81,2 mm
2013 251,2 mm
2014 319,8 mm
2015 163,0 mm
2016 247,1 mm
2017 414,6 mm

De acordo com o mapa que recebe os dados dos pluviômetros espalhadas por Maceió, o volume de chuva foi maior em bairros da parte alta, a exemplo do Antares (450,8 mm), Santos Dumont (395,2 mm) e Benedito Bentes (390,4 mm). Já na parte baixa da capital, a maior média foi registrada em Ipioca (387,6 mm).

Segundo explica Dinário Lemos, titular da Defesa Civil de Maceió, a atenção às demandas tem sido ainda maior pelo fato de a chuva estar sendo registrada em dias seguidos em um período maior, o que não era registrado há muito tempo na capital. “Com a chuva frequente, as barreiras ficam encharcadas e a possibilidade de deslizamentos é maior, assim como também a queda de árvores por conta da força do vento e do volume de água pluvial”, explicou.

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Lemos lembra ainda que, apesar das ocorrências, a chuva é esperada tendo em vista o período da quadra chuvosa, que começou em abril e segue até o mês de julho. A Defesa Civil também recebeu, na manhã desta sexta-feira (26), o informe da Sala de Alerta Estadual sobre a previsão do tempo para os próximos dias. Segundo a informação, a chuva deve ser de nível moderado a forte até este sábado (27).

Trabalho integrado

As ocorrências têm chegado à Defesa Civil pelos telefones 0800 030 6205 e 3315-1437. Para atender à população, sobretudo nas áreas de risco, foi elaborado um planejamento operacional de trabalho com equipes nas ruas, que são coordenadas pela equipe técnica que, na base, recebe as demandas e repassa conforme a prioridade de emergência e situação de vulnerabilidade do caso registrado pelo solicitante ao ligar para o órgão.

Para viabilizar o atendimento à população, as secretarias de serviço da Prefeitura de Maceió também estão integradas e trabalho em parceria com a Defesa Civil. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) tem realizado a desobstrução de galerias, canais e vias, a exemplo da Avenida Pierre Chalita, e atuando em outros casos. As Superintendências Municipais de Limpeza Urbana (Slum), de Iluminação (Sima) e de Transportes e Trânsito (SMTT) também estão colaborando com a disponibilização de equipes operacionais.

Neste período, outro órgão que tem colaborado de forma essencial é a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), garantindo os diretos aos cidadãos que tiveram que deixar seus imóveis nas áreas de risco em decorrência do comprometimento da estrutura.

Até essa quinta-feira (25), 10 famílias foram encaminhadas ao Centro de Atendimento Socioassistencial (Casa). Destas, três já estão recebendo o auxílio-moradia e as demais devem concluir o processo de cadastramento até esta sexta-feira (26) visto que faltam apresentar documentos.

Já nesta sexta-feira (26), 12 famílias do bairro Fernão Velho estão sendo transferidas para um abrigo temporário. Seguindo uma orientação da Defesa Civil, a transferência ocorre como uma medida de segurança, já que a água invadiu os imóveis. As famílias estão sendo acompanhadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e permanecem no abrigo temporário até que o nível da lagoa volte ao normal.

Lucas Alcântara/ Ascom Semds

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