Educação utiliza o xadrez para desenvolver habilidades

De olho no tabuleiro de xadrez, Malkon Gabriel, de 11 anos, do 5º ano do Ensino Fundamental gosta de jogar mais com a Rainha. “Ela tem mais liberdade e se movimenta de todas as formas”. O seu adversário, Lucas Macedo, 14, do 7º ano se mostrou mais prudente. ”Tenho que pensar muito e ter muito cuidado antes de mexer com as peças. Basta um descuido e você ganha um xeque mate. Sou cuidadoso com as minhas decisões”, disse.
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Para muitos, o xadrez é referenciado como uma mistura de arte e ciência. Para a professora de Matemática Rosilene Nunes de Lima, o jogo é uma ferramenta de aprendizado utilizado em suas aulas na Escola Municipal Haroldo da Costa, localizada no bairro de Salvador Lyra.

Com sua orientação, seus alunos aprendem a confeccionar as peças do jogo, entender seu significado e a movimentação de cada uma delas. Rei, Rainha, Peão, Torre, Cavalo e Bispo se tornam peças chaves nas estratégias de comando.

“Neste jogo, vitória, derrota ou empate em uma partida dependem unicamente de raciocínio lógico da capacidade de cada jogador de analisar as alternativas de cada posição e por em prática seu plano com o objetivo de vencer o adversário. Usar estratégias é tudo que nossos alunos precisam para desenvolver cada vez mais as suas habilidades”, frisou a professora.

Guilherme dos Santos Lopes, 11 anos, disse que o cuidado durante a partida é proteger o Rei. “Você pode mexer com o Rei, mas tem que deixar sempre ele em um lugar seguro e protegido do ataque do adversário. Nesse jogo a gente precisa ter muita paciência e prestar atenção nas decisões”, afirmou.

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“Utilizamos o xadrez para desenvolver o pensamento sistemático e organizado dos nossos alunos. Com isso eles aprendem a ganhar e perder, respeitar o adversário, além de trabalhar a memória e a concentração nas aulas de matemática”, ressalta a professora responsável pelo projeto. “A prática do jogo de Xadrez nas escolas é uma atividade que, além de propiciar lazer, também permite valorizar o raciocínio por meio de uma atividade lúdica”, acrescentou Rosilene.
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“Sou técnica do Laboratório de Matemática da escola desde 2007. O laboratório já era um dos meus objetivos para nossas oficinas de Geometria e Álgebra. Com a reforma da Escola, ganhamos o laboratório e colocamos em prática o Projeto de Xadrez”, disse Rosilene. Hoje já são 22 alunos monitores da escola, concursados por meio de seleção para a monitoria do nosso Projeto. “Eles já foram agraciados com medalhas, troféus e camisetas numa grande confraternização com a presença da comunidade escolar e familiares dos alunos”, ressaltou.
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Rosilene disse que a meta desse ano de 2018 é ampliar a disputa com outras escolas municipais. “Já estamos conversando com os diretores de escolas vizinhas e nossos monitores irão ensinar a arte do jogo de xadrez para outros alunos. Isso tudo dentro do nosso projeto de aulas de Matemática”, finalizou.

João de Oliveira Filho/ Ascom Semed

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