Ejai: projetos pedagógicos estimulam permanência na escola

A implantação de projetos para a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai) tem estimulado pessoas que voltaram a estudar a prosseguir com a formação. Para alcançar o objetivo, uma força-tarefa está sendo montada para assegurar a educação a pessoas que não tiveram a oportunidade de alfabetização ainda na infância.

Projetos como o “Ejai nas Grotas” e “Ateliê Vivência dos Sentidos” são motores que buscam estimular o público a voltar a estudar e, mais que isso, a permanecer na escola, mas não somente para aprender a ler e a escrever, mas para ter uma formação cidadã.

Esse atendimento será voltado a 7.218 alunos de 53 escolas, na modalidade Educação para Jovens, Adultos e Idosos (Ejai). O município pretende, até 2024, erradicar o analfabetismo na capital ou reduzir a pelo menos 4%, em números absolutos os índices da população analfabeta com 15 anos de idade ou mais.

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Projetos do Ejai contribuem para a permanência dos alunos na escola. Foto: Ascom Semed

O projeto, ainda em fase de finalização, pretende levar a escolarização e a alfabetização às grotas de Maceió, em parceria com a comunidade local, por meio da realização das aulas em espaços públicos, como igrejas e clubes de associação nas regiões de mais difícil acesso, que funcionarão como uma extensão das escolas da Rede, com toda documentação amparada pelas escolas, aulas no mesmo formato da rede, só que com horário mais flexível. O objetivo, no primeiro momento, é atender cerca de mil alunos, com a oferta inicial do 1º segmento que equivale aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

“Nossa ideia é que as pessoas selecionadas para trabalhar no projeto, como professores ou monitores, morem na própria região onde irão atuar, evitando grandes deslocamentos para o local de trabalho, mas também para que estas pessoas seja mobilizadoras para engajar os futuros alunos a se matricularem e a permanecerem estudando”, destacou a técnica da Coordenadoria da Educação para Jovens, Adultos e Idosos Ivalda Gusmão.

Ampliação do Ateliê Vivência dos Sentidos

Realizado pela primeira vez ano passado, o Ateliê Vivência dos Sentidos, visa trabalhar com os alunos atividades corporais e artísticas, fazendo com que estes se descubram como pessoa, através da desconstrução e reconstrução dos sentidos, estimulando o olhar sobre si e sobre o outro. Como explica o coordenador da Ejai na Semed, Rubens Lima, “as atividades facilitam a interação entre os alunos, além de oferecer as possibilidades para a descoberta da expressão e produção artística. No ano passado, trabalhamos somente com uma escola e devido aos resultados positivos, ampliaremos o projeto para sete escolas, priorizando as que estão localizadas em regiões com altos índices de violência, buscando trabalhar o diálogo e o respeito dentro e fora da sala de aula”, esclareceu o coordenador.

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A coordenadora pedagógica da Escola Municipal João Sampaio, Júlia Dias, foi pioneira no projeto iniciado no ano passado e fala sobre os resultados. “O Ateliê veio somar aos objetivos do Ejai na formação de cidadãos. A partir da realização de dinâmicas que trabalhavam a expressão corporal, o toque, a meditação, conseguimos ver uma evolução na relação emocional e afetiva entre os alunos, mas também outras atividades oferecidas pela escola, seja durante as aulas, ou até mesmo na participação de ações extracurriculares, como o coco de roda e outra gincanas que desenvolvemos na unidade”, conta.

Trabalho que apresenta resultados

Em 2016, foi divulgado o relatório final da pesquisa que traz novos índices sobre a taxa de analfabetismo em Maceió na população acima de 15 anos. A pesquisa mostrou que houve uma queda na taxa do analfabetismo de 2010 para 2015, reduzindo de 80 para 66 mil o número de analfabetos em Maceió.

Os dados ainda são mais animadores: a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais na cidade, em 2010, segundo o Censo, era de 11,4%. Entretanto, no último trimestre de 2015, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), a taxa de analfabetismo teria ficado em torno de 8,3% caindo cerca de 3,1%.

Amanda Bezerra (estagiária) / Ascom Semed

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