Espetáculo apresentará elementos das culturas africana e indígena

Após um longo período de pesquisa e composição cênica, será apresentado ao público, em breve, o espetáculo Saravá. A montagem de dança, que conta com uma equipe formada por cinco integrantes, apresentará os movimentos do orixá Oxumarê e elementos das culturas africana e indígena em terreiros de religiões afro-brasileiras, teatros e ambientes alternativos localizados nas cidades de Maceió, Penedo, Palmeira dos índios e Arapiraca.

Segundo o produtor do espetáculo, Denis Angola, as apresentações do Saravá serão descentralizadas, em Maceió. “Geralmente, quando apresentamos espetáculos na parte baixa, as pessoas que moram na parte alta não participam. Então, decidimos realizá-lo em três terreiros de Candomblé e Umbanda de Maceió e no Teatro Deodoro”, contou.

O espetáculo, que tem estreia prevista para o início do mês de outubro, foi um dos projetos contemplados com o Prêmio Eris Maximiano, lançado pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac). Para o produtor, o lançamento do edital impulsionou a cena cultural da cidade.

“Não teríamos conseguido montar o espetáculo sem o recurso disponibilizado. Então, para mim o lançamento desse edital é um avanço muito grande porque se não houvesse esse fomento não iríamos conseguir seguir com os nossos projetos artísticos em Maceió”, destacou.

Espetáculo terá a participação de três dançarinos, um músico e um técnico de iluminação. Foto: divulgação

Espetáculo terá a participação de três dançarinos, um músico e um técnico de iluminação. Foto: divulgação

O projeto Saravá foi divido em três etapas. Na primeira fase, foram realizadas pesquisas de campo em terreiros de religiões afro-brasileiras e numa comunidade indígena.

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Atualmente, os integrantes estão finalizando a composição cênica do espetáculo — a partir das referências coletadas na pesquisa de campo — em reuniões promovidas no Coletivo Afrocaeté, em Jaraguá. “Saravá traz elementos da natureza como água e argila, por exemplo, fazendo um diálogo entre as matrizes africana e indígena”, disse Denis Angola.

Robson Muller/Ascom Fmac

 

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