Rajadas de vento provocam quedas de árvores em Maceió

A Defesa Civil de Maceió registrou aproximadamente 10 quedas de árvores em regiões da capital entre essa segunda (03) e terça-feira (04). Além do volume de chuva, cuja concentração de precipitações em dias seguidos deixou o solo encharcado, outro fator aumenta a possibilidade deste tipo de ocorrência. Anunciadas pela previsão do tempo, as rajadas de ventos também favorecem o tombamento de plantas.

Nas últimas semanas, quando o volume de chuva foi intensificado, o vento alcançou uma velocidade média entre 05 e 10 quilômetros. No entanto, conforme já anunciava a previsão, foram registradas desde ontem (03) rajadas de vento de aproximadamente 30 quilômetros, com a possibilidade de chegarem até 42 km até a noite desta terça-feira (04).

De acordo com os dados da Defesa Civil, entre janeiro e o dia 20 de maio, quando as precipitações pluviométricas permaneciam em níveis normais, foram registradas quatro quedas de árvores. Após o dia 20 de maio, seguindo até hoje (03), já são aproximadamente 80 quedas em decorrência das fortes chuvas e das rajadas de vento. No ano passado, de janeiro a dezembro, foram registradas somente nove ocorrências deste tipo.

Segundo esclarece a equipe técnica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds), da qual a Defesa Civil faz parte, além da chuva intensa e do vento forte, outros fatores naturais também ocasionam a eminência de risco de queda, como o local onde a árvore foi plantada, a idade da planta e a questão sanitária, como pragas e doenças no caule e no solo. Para evitar a queda, a Semds realizou nos últimos oito meses um trabalho  preventivo que abrangeu as grandes avenidas da cidade.

Na Semds, este acompanhamento é realizado pelo Núcleo de Monitoramento Arbóreo (Numa). Após uma avaliação técnica, o setor identificou preventivamente árvores com risco eminente de queda por conta dos fatores naturais e sanitários, sendo necessária a supressão de aproximadamente 300 plantas. Deste total, a metade foi proveniente da extensão das avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, entre o bairro Forene e a Praça do Centenário, no Farol.

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“A chuva forte e o vento são fatores de risco e podem ocasionar a queda de árvore. Outro ponto que deve ser observado é o fato de que, na maior parte dessas ocorrências, as árvores que caíram foram em áreas de risco e de difícil acesso. As árvores que hoje são plantadas na parte urbana devem seguir critérios e o plantio deve ser feito de forma orientada, com esclarecimentos técnicos para evitar a necessidade da supressão ou até uma eventual queda, como temos registrado”, explica o engenheiro agrônomo e coordenador do Numa, Valdir Martiniano.

O engenheiro também solicita a colaboração da população. “Pedimos que seja comunicada a suspeita não somente quando a árvore está para cair, mas sobretudo no período em que não está chovendo para que possamos agir preventivamente. O trabalho é contínuo, realizado durante todo o ano, mas também precisamos da colaboração do cidadão”, disse.

A Defesa Civil reforça que, em caso de qualquer ameaça ou até suspeita por uma avaliação leiga tecnicamente, a população deve acionar o atendimento emergencialmente por meio dos números 0800 030 6205 ou 3315-1437. O órgão também orienta aos condutores a evitar que veículos sejam estacionados próximo de árvores, já que as rajadas de vento podem ocasionar a queda de galhos ou da própria planta.

Lucas Alcântara/ Ascom Semds

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