Servidores são capacitados sobre gestão de resíduos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do setor de Contratos da Diretoria Geral de Administração (DGA), promoveu uma capacitação sobre gerenciamento resíduos sólidos nos serviços de saúde. O treinamento foi realizado na última terça-feira (22), no auditório da SMS e direcionado aos encarregados e agentes de limpeza terceirizados que atuam em toda a estrutura da Secretaria.

A capacitação foi conduzida pelo engenheiro ambiental e sanitarista, Wilson Calheiros, que falou sobre a gestão correta dos resíduos para evitar contaminações e danos à saúde das pessoas e do meio ambiente.

Os processos apresentados aos agentes foram pautados nas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõem sobre o regulamento técnico para o gerenciamento dos resíduos, do tipo A, B, C, D e E, principais encontrados nos serviços de saúde.

“A resolução Conama estipula que os estabelecimentos prestadores de serviço de saúde e terminais de transporte devem elaborar o gerenciamento de seus resíduos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final desse material. A prevenção é o eixo principal e o tratamento é visto como uma alternativa para dar destinação adequada aos resíduos com potencial de contaminação”, destacou Wilson Calheiros.

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Principais resíduos sólidos encontrados nos serviços de saúde

Grupo A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência, podem apresentar riscos de infecção, como amostras de laboratório contendo sangue;

Grupo B: resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de corrosividade, reatividade e toxicidade, a exemplo de medicamentos;

Grupo C: materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação, como materiais de laboratório de pesquisas;

Grupo D: resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares, como sobras de alimentos;

Grupo E: materiais perfurocortantes como agulhas, ampolas de vidro, brocas, lâminas de bisturi, lancetas e similares.

Ana Cecília da Silva / Ascom SMS

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