Xangô Rezado Alto celebra cultura afro-brasileira no Centro

Tambores e atabaques garantiram o ritmo da sétima edição do Xangô Rezado Alto. O evento, realizado pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), nessa quinta-feira (1º), contou com a participação de 15 grupos de cultura afro-brasileira. As apresentações foram iniciadas por volta das 15h, na Praça Dom Pedro II, com os grupos Afro Dendê e Maracatodos.

O evento contou ainda com um cortejo cultural que percorreu as ruas do Centro em direção à Praça dos Martírios. Durante o percurso, os participantes puderam acompanhar as apresentações simultâneas dos grupos Afojubá, Baianas do Ganga Zumba, Taieiras Alagoanas, Afro Zumbi, Afro Erê e Afro Afoxé.

O Xangô Rezado Alto foi encerrado na Praça dos Martírios, onde os grupos Afoxé Oba Agodô, Afoxé Oju Omin Omorewá, Afoxé Ofá Omin, Afoxé Odo Yá, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu e Companhia de Dança Afro Aiê Orum se apresentaram.

Xangô Rezado Alto é celebrado em Maceió. Foto: Max Monteiro/ Secom Maceió

Xangô Rezado Alto é celebrado em Maceió.
Foto: Max Monteiro/ Secom Maceió

Para o presidente da Fundação, Vinicius Palmeira, o evento coloca em evidência a resistência das manifestações culturais de matriz africana e combate à intolerância religiosa. “É  a  memória e a celebração do Quebra de Xangô, que aconteceu aqui em Alagoas em 1912. É um espetáculo que valoriza a identidade da nossa cultura afro-brasileira, além de refletir sobre o racismo e a intolerância religiosa”, afirmou.

Xangô Rezado Alto é celebrado em Maceió. Foto: Max Monteiro/ Secom Maceió

Xangô Rezado Alto é celebrado em Maceió.
Foto: Max Monteiro/ Secom Maceió

O episódio popularmente conhecido como Quebra de Xangô aconteceu no dia 1º de fevereiro de 1912 em casas de culto afro-brasileiras de Maceió e de outras cidades do interior de Alagoas. Paramentos e objetos de culto sagrados foram retirados dos templos religiosos, expostos e queimados em praça pública, intimidando as manifestações culturais de matriz africana.

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Robson Muller/ Ascom Fmac

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