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Durante uma batalha, nem sempre o soldado conseguirá atingir uma grande quantidade de inimigos ou expulsá-los de algum lugar somente com sua arma de fogo, por mais potente que ela seja, o máximo que ele conseguirá será eliminar alguns inimigos e ser morto pelos outros em seguida. Para resolver este problema, surgiam, milhares de anos atrás, as granadas de mão.

As primeiras granadas que se tem registro foram as granadas de fogo grego do Império Bizantino, estas eram feitas com um pequeno jarro de cerâmica que continha em seu interior o poderoso fogo grego, que não se apagava sobre a água, porém, os jarros poderiam quebrar com muita facilidade, tornando os artefatos muito perigosos.

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As granadas de mão só voltariam a aparecer novamente no século 17, durante a guerra civil francesa, essas seriam lançadas por um novo tipo de soldado, o granadeiro. O granadeiro teria que ser um cara extremamente forte, e um tanto quanto louco, pois manusear as granadas de pavio seria algo muito perigoso, se acaso ele demorasse demais para lançá-la, ela explodiria em sua mão, deixando o soldado sem boa parte do corpo. Por ser tão perigosa, a granada foi deixada novamente de lado, e seria reinventada somente na Primeira Guerra Mundial. Surgiam, então, as granadas de fragmentação com temporizador.

Granadas de fragmentação

As granadas de fragmentação ou de defesa, foram desenvolvidas para eliminar inimigos que se aproximavam em grandes números dos quartéis que eram muito próximos uns dos outros. Tal proximidade tornava-se propicia ao uso desses artefatos. Os temporizadores agora geravam segurança na hora de lançar uma granada, tudo graças ao pino de segurança, que segurava uma alavanca, que se soltava da granada empurrada por uma mola, liberando um percursor que gerava uma faísca ao se chocar com a espoleta, essa faísca ascendia um pavio interno que determina o tempo que a granada demoraria para explodir, em torno 6 segundos. A primeira granada de fragmentação era conhecida como Granada Mills, chamada assim por ter sido inventada por William Mills, tal granada seria usada como inspiração para os criadores das que conhecemos hoje.

Granadas de Impacto

Assim que inventadas as granadas de fragmentação, também surgiram as de ataque, que se concentravam somente em causar uma grande explosão, e não espalhar fragmentos, essas também tinham um temporizador, porém, se sofressem um impacto, imediatamente explodiam, pois o parte onde se armazena a pólvora é muito mais fina do que a da granada de fragmentação, ou seja, foram elas que originaram as granadas de impacto que conhecemos hoje. A primeira granada de ataque foi a granada de haste alemã, que era literalmente uma haste com uma ponta explosiva, isso facilitava seu arremesso fazendo com que ela voasse mais longe, era ativada ao girar sua parte traseira e explodia ao impacto com o chão.

As granadas modernas, tanto de fragmentação quanto de impacto, funcionam basicamente da mesma forma, contando com as mesmas peças, porém mais sofisticadas e com mais segurança.

Granada de Haste alemã
Granada de Haste alemã

Granadas não letais

Quando algum civil é sequestrado e corre risco de vida ou o inimigo deve ser capturado e mantido vivo, granadas comuns se tornarão inúteis e perigosas para serem usadas. É para casos como esses que foram inventadas as granadas táticas ou não letais, usadas por grupos de operações especais, elas garantem que o objetivo seja cumprido sem que hajam mortes.

Granada de concussão

A granada de concussão, flash ou luz funciona com explosões de som e luz, o que deixa o alvo atordoado por alguns segundos. A stun grenade é projetada para criar um flash tão forte que momentaneamente desativa as células sensíveis a luz em nossos olhos, causando uma cegueira por cerca de 5 segundos, além de cego, o alvo também ficará tonto por alguns segundos pela pressão da explosão da granada, que age diretamente com um líquido dentro de nossos ouvidos chamado de endolinfa, que são responsáveis por manter o equilíbrio do nosso corpo.

As granadas de concussão são as usadas pelas forças especiais para agirem em operações onde o objetivo é capturar o inimigo ou salvar algum refém sem que haja feridos. Elas são ativadas da mesma forma que as granadas normais, porém, no lugar de pólvora, é usado cerca de 4,5 miligramas de um metal oxidante pirotécnico misturado com magnésio ou alumínio e um oxidante que pode ser perclorato de amônio ou perclorato de potássio. Seu corpo é cheio de furos, e são por esses furos que luz e som são expelidos.

No vídeo abaixo você vê uma operação da SWAT onde os agentes invadem uma casa com a ajuda de Stun Grenades

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Granada Ferrão

Você já deve ter visto policiais da tropa de choque aqui no Brasil usando armas não letais como as espingardas de bala de borracha em protestos não é mesmo? Imagine se alguém tivesse uma ideia parecida com a das balas de borracha para criar uma granada com fragmentos de borracha! Sim, está é a Granada Ferrão.

As Sting Grenades, também chamadas de Granadas Ferrão, ou Ninho de Vespas são chamadas assim por fazerem o inimigo sentir dor, ela funciona de uma maneira muito parecida com as granadas de fragmentação, porém, não é a fragmentação de seu corpo que machuca, mas sim o seu interior. No interior delas, misturado ao material explosivo, que é muito pouco, várias bolinhas de borracha são encontradas, e assim como as que foram inspiradas, as Sting Grenades ao explodirem lançam dezenas de bolas de borracha para todos os lados, que ao baterem em uma superfície dura ricocheteiam até perderem velocidade ou atingir algo macio, como a pele de detentos em uma rebelião, que são obrigados a se dispersar.

Granadas Químicas

Precisa capturar uma base sem danificá-la ou expulsar seus inimigos da mesma mais facilmente sem fazer muito barulho? As granadas químicas ou incendiárias vão te ajudar, e muito! O corpo é um cilindro simples de chapa de aço cujas extremidades contêm furos, por onde é expelido o gás produzido pelo efeito químico no interior da granada, esse efeito químico acontece quando o pino de segurança é solto e um compartimento interno libera um dos componentes químicos, que misturado a outro geram a fumaça, dessa vez não teremos nada de explosões ou clarões de luz.

Este tipo de granada tática é feita especialmente para missões furtivas, conhecidas como Stealth ou, em alguns casos para dissipar manifestações violentas.

Granada de Fumaça

As granadas de fumaça podem ser usadas para dois propósitos, as de fumaça colorida para sinalização e as de fumaça branca para invasão furtiva. No caso das granadas de sinalização, uma mistura de clorato de potássio, lactose, e um corante são usados para criar a fumaça, sendo o corante que determina a cor da cortina. Já as granadas de cortina de fumaça, são feitas com hexacloroetano com zinco, ou ácido tereftálico. No caso da granada de hexacloroetano com zinco, a fumaça não pode ser inalada por um tempo demasiado, pois contém ácido clorídrico, que é prejudicial à saúde.

Granada de Sinalização Azul
Granada de Sinalização Azul

Granada de Gás Lacrimogêneo

São parentes das granadas de fumaça, porém causam uma pequena explosão, o gás expelido por ela é chamado de clorobenzilideno malononitrilo (Gás CS), o seu efeito é causar um estímulo excessivo aos nervos da córnea, acarretando uma lacrimação e grande irritação das vias nasais e da garganta. É usada geralmente em protestos para dispersar manifestantes com más intenções.

Granada de Gás Lacrimogêneo
Granada de Gás Lacrimogêneo

Granada Incendiária

O corpo e forma das granadas incendiárias tem praticamente o mesmo design das granadas de fumaça, sua composição consiste em usar thermate, que é uma versão melhorada do thermite, uma composição pirotécnica de metais combustíveis em pó e óxido de metal usada nas granadas incendiárias da segunda guerra mundial. Nas granadas incendiarias modernas, um jato de fogo liquido é expelido de seu interior ao ocorrer a reação alumino térmica entre pó de alumínio e oxido de ferro, tal jato de fogo pode chegar a até 2200 °C, o que pode causar queimaduras de 3° grau com facilidade. Essas granadas são usadas somente em operações especiais de ataque, onde o alvo deve ser eliminado.

Abaixo você vê um vídeo onde soldados mostram o grande estrago que uma Granada Incendiária pode causar

Acessórios indispensáveis!

As granadas são de extrema usabilidade em situações de batalha, não importa a maneira que o soldado quer usar para chegar ao inimigo, atacando com todo o seu poder explosivo, o deixando atordoado ou então nem ao menos ser detectado. Se algo der errado, ela poderá salvá-lo detonando hostis ou causando uma distração para a fuga. Assim como todos os equipamentos bélicos evoluíram e continuam a evoluir, as granadas ainda tem muito para mostrar seu poder a quem dúvida que a ela é a melhor amiga do soldado.

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