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População de áreas com risco de enchentes está mais exposta a este problema. Veterinário indica vacinação do animal como método de prevenção mais efetivo.

Com a chegada do verão, as altas temperaturas inerentes à estação trazem um risco já conhecido no País: as fortes chuvas, que aumentam a incidência de enchentes em grandes, médias e pequenas cidades. Alguns riscos à saúde humana estão ligados ao contato com a água das cheias, entre eles da doença leptospirose, que, em média, mata mais de dois mil brasileiros por ano.

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Fatores de atenção para Leptospirose
Períodos de chuva aumentam o risco de contaminação por leptospirose.
Divulgação SESA

Porém, engana-se quem pensa que está livre de contrair a zoonose apenas ao evitar o contato com a água infectada pelas fezes e urina de roedores. O perigo pode estar bem ao lado. “Se o animal de estimação, por exemplo, tiver contato com a água da enchente, ele também pode contrair a doença e servir como agente transmissor ao interagir com as pessoas”, enfatiza o médico veterinário Leonardo Brandão, da Merial Saúde Animal.

Segundo Leonardo Brandão, o principal foco deste problema está nas áreas de risco de enchente onde há a presença de ratos, principais vetores na transmissão da doença.

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Um cão de guarda de uma casa, por exemplo, pode se contaminar com a urina de um rato que acabou se concentrando em poças de água da chuva e, além de adoecer, acabar transmitindo a doença ao seu dono por contato direto. “A leptospirose, por ser uma zoonose, pode ser transmitida do animal para o humano. Porém, este risco pode ser evitado com a vacinação preventiva”, ressalta.

Hoje, existem no mercado vacinas que efetivamente previnem o animal não só contra a leptospirose, mas também contra outras doenças que estão entre as que mais acometem os cães, como a cinomose, a parvovirose, a parainfluenza, a adenovirose, a coronavirose, a hepatite infecciosa e a raiva. Contudo, a busca pela prevenção sanitária para animais de estimação ainda é baixa no País, admite o diretor da área de pequenos animais da Merial no Brasil, Luiz Luccas.

“Para efeito de comparação, nos Estados Unidos o índice de donos que levam seus animais para vacinar é sensivelmente maior que o de brasileiros”, afirma Luccas. No Brasil, enquanto 34% dos proprietários usam periodicamente serviços de banho e tosa para seus pets, apenas 30% fazem a vacinação regular contra a cinomose, doença que mais mata animais no País. “Mas temos sentido uma evolução no número de pessoas atentas à prevenção como estratégia para garantir a saúde dos animais e a qualidade da relação entre o pet e seu dono.”, finaliza.

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