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A história de hoje é da @dance_monkey, ou Deborah para os íntimos! Adorei as histórias dela. Demais! E a cara de quem apronta na foto? Divirtam-se.

Quando eu tinha uns oito anos (maldita idade rs), eu intensifiquei a fase do ”por que”; tudo era “por que?”, “mas por que?”. Minha escola foi ao Planetário uma vez e assisti tudo bem atenta. Na hora das perguntas, reparei que na sala, minha escola era a única com alunos tão pequenos, só tinha gente tipo 12, 14 anos por lá, e pior, fazendo baderna. Pirralha, chata e pentelha como era (e continuo sendo), lá começou, “Por que Marte é considerado um planeta vermelho?”, “É possível que o Sol se torne algo parecido com a Terra?”, bla bla bla, “Plutão é tão pequeno, tem certeza que ele é um planeta?”. Pronto. Essa última pergunta fez minha professora me cutucar e dizer: “Deborah, chega, ok? Essa é a última pergunta, os outros também precisam perguntar!”.

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Histórias de uma história

Me senti, né, A chata. Fui zoada até chegar em casa, minha professora falou com minha mãe, etc. Eis que anos depois surge a notícia que Plutão enfim não é bem um planeta, coitado! Minha mãe desde então, quando alguém fala algo com certeza, ela solta um “Você tem certeza disso? A Deborah duvidou que Plutão não era planeta e acertou” e faz aquela cara de “Sei tudo o que se passa em sua cabeça, pequeno gafanhoto!”. Não é feliz…

Na minha família, na época de *Natal* e *Ano Novo*, as minhas tias cismam de que cada uma tem que fazer alguma coisa. Geralmente fico com a sobremesa, principalmente depois do caso do arroz, quando eu tinha uns nove anos.

O caso do arroz, como posso explicar o caso do arroz…? Bem, eu sou péssima medindo as coisas, principalmente arroz, então, no início, eu não sabia como fazer arroz suficiente pro pessoal (porque eles adoram arroz. Sério, eu nunca vi alguém que goste tanto de arroz, é mal de gaúcho, assim como baiano curte pimenta?). Eu fiz. Até ficou bonitinho, sabe, não queimou, não aguou (muito), estava douradinho, tão meigo… Só que a inteligência rara que vos fala pôs *açúcar* no lugar do *sal*. Foi muito gostoso comer arroz “tapado” de açúcar! Pelo menos ninguém   me zoa mais com isso.

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Quando eu era pequena e aprendia as coisas, eu vivia por *fases*. Quando eu tinha nove, foi a fase da empada, uma das mais traumáticas da minha vida. Naquele tempo, onde eu morava ainda não tinha aquela lanchonete maravilhosa da esquina e, para conseguir uma, eu tinha que ir atéee a rua perto da minha escola para comprar uma. Era umas duas ruas depois da minha casa, mas ainda além dos meus limites infantis (que se resumia ao portão de casa). Então eu fazia *empadas* em larga escala, tipo umas cinquentas, quase todo dia. Para mim, claro.

Enfim. Todos os dias, quando meus pais chegavam do trabalho, viam aquela montanha de empadinhas de queijo e, na maioria das vezes, ficavam enjoados de comer tanta empada. Um belo dia, ouvi: “Pra mim, chega de empadas! Você as fez, você que coma todas!” Obviamente me neguei, afinal, estava jogando algo que não era *Mortal Kombat*, no meu computador monitor preto-e-branco, no quarto de mamãe, e estava entrertida, tentando passar de fase. Não adiantou e, além de ficar de castigo (não pude assistir o especial das *Spice Girls* com o *Elton John*, lembro que foi até na *Band*!), tive de comer mais ou menos 100 empadinhas de queijo.

Sempre tive pavor de agulhas, tomar injeção, então! Minha mãe sentava, me colocava no colo, meu pai segurava meus dois braços, o enfermeiro imobilizava o braço, a enfermeira tirava o sangue, nossa, até eu fico sem graça de lembrar… Era dia de vacinação e estava aquela fila gigante. Quando finalmente chegou minha vez, juro, a mulher me olhou mega “Maratona da Morte” e disse “Chegou sua vez, moreninha.”. Cara, eu saí correndo do posto, corri feito alguém fugindo da INTERPOL! Minha mãe foi conseguir me pegar na praça, que era um tico longe do posto, e mesmo assim porque trombei com meu pai. Acabou que voltei lá, tomei a injeção e no medo, a mulher ainda me machucou. Até hoje tenho o furinho mais um rasguinho do lado. Mas foi medonho, ok, ela era muito medonha, e aquela cara de “vou te pegar e este será teu pior pesadelo” ainda me persegue!

Participe você também. Mande suas histórias com foto para [email protected] e compartilhe suas aventuras infantis!

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