Os 10 maiores snipers da história

Os 10 maiores snipers da história

Atirador furtivo, atirador de escolta, atirador de elite, sniper ou simplesmente atirador, chame como quiser, só o que você precisa saber é que eles são os detentores do maior número de mortes em uma guerra ou batalha, pois são treinados desde que entram para as forças armadas de seu país para serem mais frios e precisos quanto possível.

Nos jogos do tipo shooter eles são os mais odiados por estarem sempre ‘camperando’, mas o que poucos sabem é que era exatamente isso que os mantinha vivos nas guerras. No top 10 de hoje vamos conhecer quais foram os mais eficientes snipers de todos os tempos de acordo com o seu número estimado de mortes e quais foram as guerras em que serviram.

10 – Carlos Hathcock – 93 mortes confirmadas

Carlos Hathcock, também conhecido como Pena Branca foi um atirador de elite americano que lutou na Guerra do Vietnam entre 1959 e 1975, onde somou 93 mortes confirmadas e provavelmente algumas dezenas a mais não confirmadas.

Durante uma missão de voluntariado dias antes do final de seu primeiro implantação, arrastou mais de 1.500 metros de campo para fotografar um general NVA (Exército Popular do Vietnam), esse esforço levou quatro dias e três noites, sem dormir, se arrastando centímetro por centímetro constantemente. Aproveitando que o general saiu de seu acampamento, Hathcock disparou um único tiro que atingiu o general no peito, matando-o e o obrigando a voltar novamente rastejando sem que os inimigos o encontrassem, garantindo para si um grande reconhecimento e até mesmo a fabricação de um rifle em sua homenagem, o M25 White Feather.

Carlos Hathcock morreu no dia 23 de fevereiro de 1999, em Virginia Beach, estado da Virginia, por complicações decorrentes de esclerose múltipla.

9 – Chris Kyle – 160 mortes confirmadas

Chris Kyle é o atirador americano com mais mortes confirmadas da história, tendo de suas 255 solicitações de mortes confirmadas apenas 160, ele lutou pelos Estados Unidos na Guerra do Iraque entre 2003 e 2009, onde, por ter histórico de um bom atirador durante uma batalha em Ramadi, os insurgentes o apelidaram de Shaitan Ar-Ramadi (O Diabo de Ramadi em Português), colocando uma recompensa de 21.000 dólares em sua cabeça, que foi posteriormente aumentada para 80 mil dólares.

O seu momento mais importante segundo ele foi depois de ter visto um insurgente com um lançador de foguetes perto de um comboio do Exército dos EUA a uma faixa de 2.100 metros de distância, o matando um único tiro de rifle.

No sábado, 2 de fevereiro, 2013, Kyle e um companheiro, Chad Littlefield, foram mortos em um campo de tiro em Erath County, no Texas, pelo ex-colega Eddie Ray Routh, que sofria transtorno de estresse pós-traumático.

8 – Zhang Taofang – 214 mortes confirmadas

Zhang Taofang foi um sniper chinês que lutou na Guerra de Coréia em 1953, onde em 11 de janeiro de 1953, tinha sido inscrito no exército para não mais de dois anos. Depois de esperar 18 dias em seu posto, Zhang avistou um inimigo e imediatamente apontou e disparou 12 tiros, errando todos eles, o que quase lhe custou a vida por avisar os inimigos, então se concentrou e resolveu testar atirar com o rifle sem usar a luneta, mirando somente pela mira de ferro de seu Mosin-Nagant, no dia seguinte matou seu inimigo com um único tiro.

Estima-se que Zhang Taofang tenha matado cerca de 214 homens até o final da Guerra da Coréia em julho de 1953, deixando este número na história ao morrer em 29 de abril de 2007 aos seus 76 anos.

7 – Lyudmila Pavlichenko – 309 mortes confirmadas

Lyudmila Pavlichenko é sim uma mulher, você não está delirando, ela era uma franco atiradora soviética que lutou na Segunda Guerra Mundial e matou cerca de 309 soldados alemães, se tornando a maior atiradora da história ao lado de Roza Shanina que teve 59 mortes confirmadas na grande guerra.

Em 1942 Lyudmila foi atingida por um morteiro e se viu obrigada a ficar fora de batalha por alguns mêses durante sua recuperação, assim que foi leberada do hospital viajou para os EUA, onde ganhou de presente uma pistola Colt automática do presidente do presidente Franklin Roosevelt e um rifle Winchester em uma visita ao Canadá (que hoje se encontra no museu das forças armadas de Moscou).

Pavlichenko morreu dia 10 de outubro de 1974, aos 58 anos, e foi enterrada no Cemitério Novodevichy em Moscou. Dois anos depois um navio cargueiro ucraniano seria batizado com seu nome.

6 – Matthäus Hetzenauer – 345 mortes confirmadas

Depois de passar apenas 5 meses treinando como franco atirador em 1944, o austríaco Matthäus Hetzenauer foi levado aos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial onde tomou cerca de 345 vidas soviéticas, onde também acabou se vendo obrigado a aposentar o rifle ao sofrer um traumatismo craniano por levar um tiro no capacete.

Hetzenauer foi capturado pelas tropas soviéticas em maio de 1945, onde viveu cinco anos sob condições terríveis em uma prisão. Ele morreu em 3 de outubro de 2004, após vários anos de deterioração da saúde.

5 – Semyon Nomokonov – 367 mortes confirmadas

Sabendo atirar desde seus 7 anos, onde caçava pelas taigas (floresta boreal) do Império Russo, Semyon Nomokonov não obteve dificuldades nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, onde, ao receber um novo rifle, resolveu testá-lo atirando na cabeça um soldado alemão as margens de um rio, depois disso, mais 366 atiradores caíram por suas balas.

Por servir em uma região de florestas indígenas da União Soviética, Semyon ficou conhecido como Taiga Shaman (Xaman – Mágico da Floresta), morreu em Zugalay e lá foi enterrado.

4 – Francis Pegahmagabow – 378 mortes confirmadas

O orgulho da história militar canadense é, sem dúvidas, Francis Pegahmagabow, ele é o soldado do Canadá que mais recebeu condecorações no país, na Primeira Guerra Mundial ele obteve 378 mortes alemãs e mais de 300 capturados, tornando-se um ídolo.

Em um combate a um ataque alemão em Orix Trench, perto de Upton Wood, Pegahmagabow e sua companhia estavam quase sem munição e sobre perigo de serem cercados, em um ato de bravura para evitar um desastre, ele resolveu correr o perigo de correr para buscar os suprimentos necessários. Enfrentando metralhadoras pesadas e rifles saiu para a terra de ninguém e trouxe de volta munição suficiente para permitir que seu posto pudesse continuar a resistência e ajudar a repelir contra-ataques dos alemães.

Francis Pegahmagabow, depois de sair das forças armadas também foi um grande líder político, morreu em uma reserva na ilha de Parry em 1952 com 61 anos de idade e é um membro do Hall da Fama do índio no Centro Woodland em Brantford, Ontário, Canadá, em sua memória também foi feita em uma placa em Parry Sound.

3 – Fyodor Okhlopkov – 429 mortes confirmadas

Por incrível que pareça, pouco se sabe sobre o terceiro maior sniper da história, tudo o que conseguimos juntar sobre Fyodor é que ele era soviético, serviu na Segunda Guerra Mundial e obteve 429 mortes confirmadas. O motivo de existirem poucas informações sobre o atirador soviético, é provavelmente ele ser da etnia Iacut, que era pouco comum na União Soviética naquela época.

Foi condecorado com o estado de Herói da União Soviética, bem como uma Ordem de Lenin e um navio de carga comercial foi nomeado em sua honra. Ele morreu em 28 de maio de 1968 aos seus 60 anos.

2 – Vassili Zaitsev – 468 mortes confirmadas

Não há dúvidas de que o exército vermelho era o mais temido na Segunda Guerra Mundial, além de terem um poderio bélico bem elevado eles também contavam com alguns dos melhores snipers da história, um deles é Vassili Zaitsev, que somente na Batalha do Stalingrado eliminou incríveis 242 soldados alemães (em algumas fontes esse número pode váriar um pouco).

Vassili aprendeu a atirar com um rifle desde criança quando caçava com seu avô em Eliniski, entrando para o exército do Stalingrado em setembro de 1942. Quando ainda em formação, Zaytsev e um companheiro estavam escondidos em um prédio, com um franco-atirador alemão em outro prédio. Quando seu amigo foi baleado pelos alemães, Zaytsev ficou trancado em um duelo com o atirador alemão durante os próximos três dias quando finalmente conseguiu matá-lo.

Depois da guerra Vassili se tornou o diretor de uma fábrica têxtil em Kiev e permaneceu na cidade até sua morte em 1991 aos 76 anos, apenas 10 dias antes da dissolução final da União Soviética.Apesar de seu último pedido antes de morrer ser para ser enterrado em Volgograd, ele foi inicialmente sepultado em Kiev, porém, em 2006 seu caixão foi novamente sepultado na cidade onde queria, no monumento aos defensores do Stalingrado.

Em 2001 o filme “Círculo de Fogo” chegou aos cinemas em homenagem a Vassili Zaitsev.

1 – Simo Häyhä – 505 mortes confirmadas

Mais conhecido como Morte Branca (ou White Death), Simo Häyhä é o atirador de elite com mais mortes registradas na história, finlandês, Morte Branca atuou na Guerra de Inverno contra a União Soviética, o que o tornava tão especial era o fato de não usar lunetas em suas armas para não correr o risco de que estas refletissem o sol e denunciasse sua posição, o modo como se camuflava na neve escondendo sua respiração pondo neve na boca e sobre seu corpo.

Aposentou seu rifle depois de ser atingido na mandíbula por um tiro em 6 de março de 1940, em um combate corpo a corpo, a bala acabou atravessando o seu crânio e o deixando sem boa parte da bochecha esquerda, Simo Häyhä morreu em 1 de abril de 2002 aos seus 96 anos.

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